ID_000692
- Título próprio
- Não tem mais febre amarela! Está descoberto o bicho"
- Autor/Criador
- BORDALO PINHEIRO, Rafael
- Suporte
- Papel
- Data de criação
- 10 de maio de 1876
- Técnica
- Litografia
- Lugar de criação
- Rio de Janeiro
- Localização actual
- Hemeroteca Digital - Biblioteca Nacional do Brasil
- Descrição
- Publicada no periódico O Mosquito (Rio de Janeiro, 1876), a caricatura de primeira página intitulada “Não mais febre amarela! Está descoberto o bicho”, de autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, ironiza as medidas de combate à epidemia e a precariedade urbana do Rio de Janeiro no Segundo Reinado. A obra utiliza a sátira visual para comparar a capital brasileira à cidade de Veneza, transformando ruas alagadas em canais navegáveis por gôndolas. Em primeiro plano, destaca-se a figura de um casal da elite conduzido por um remador negro, identificado como um personagem-tipo “negro tangedor de guitarra”. A composição registra a presença marginal, porém visível, da população negra e de sua musicalidade no cotidiano da corte, articulando crítica sanitária, social e infraestrutural.
- Instrumento(s)
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- URL externa Imagem
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- Bibliografia
- Abreu, Martha. Da senzala ao palco - Canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930. São Paulo: Editora da Unicamp, 2017 (e-pub). Brito, Rômulo de Jesus Faria. Um traço sobre o Atlântico: o Brasil na obra caricatural de Rafael Bordalo Pinheiro (1870-1905). Tese de doutorado. Programa de Pós-graduação em História, PUC-RS, 2017. Garcia, Gilberto Vieira. “Do “Malandro Guitarrista” ao “Maestro Mesquita” – um ensaio sobre representação racial na iconografia musical de Rafael Bordalo Pinheiro (1875–78).” Acta Musicologica 97, no. 2 (2025): 154–72.
- Observações
- músico popular negro no contexto do Segundo Reinado no Brasil
- Observações instrumentos
- Músico popular negro, tangendo uma Guitarra, no contexto do Brasil Império